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Só eu sei...
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Eu levo essa canção de amor dançante pra você lembrar de mim, seu coração lembrar de mim na confusão do dia-a-dia no sufoco de uma dúvida, na dor de qualquer coisa É só tocar essa balada de swing inabalável que é o oásis do amor Eu vou dizendo na sequência bem clichê eu preciso de você Pa-nan-nan... E forca antiga do espírito virando convivência de amizade apaixonada Sonho, sexo, paixão Vontade gêmea de ficar e não pensar em nada Planejando pra fazer acontecer ou simplesmente refinando essa amizade Eu vou dizendo na sequência bem clichê eu preciso de você Pa-nan-nan... Mesmo que a gente se separe por uns tempos ou quando você quiser lembrar de mim Toque a balada do amor inabalável swing de amor nesse planeta Mesmo que a gente se separe por uns tempos ou quando você quiser lembrar de mim Toque a balada seja antes ou depois, eterna Love Song de nós dois Leva essa canção de amor dançante pra você lembrar de mim, seu coração lembrar de mim Na confusão do dia-a-dia no sufoco de uma dúvida, Na dor de qualquer coisa Pa-nan-nan...
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quarta-feira, setembro 19, 2007
Saudades...
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Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se ela continua preferindo suco; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ele continua cantando tão bem; se ela continua detestando o MC Donald's; se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
(Miguel Falabella)
posted by Seleida at
sexta-feira, setembro 07, 2007
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